sexta-feira, 9 de setembro de 2016

[Resenha] A garota das cicatrizes de fogo


Autor: Ricardo Ragazzo
Páginas: 256
Editora: Novo Século

Sinopse: Quatro anos após o desaparecimento da filha e a misteriosa morte da esposa, Johnny Falco recebe uma pista que pode ajudá-lo a desvendar o caso. Um homem aparece morto com as mesmas características inexplicáveis de sua mulher: O CORPO NÃO PASSA DE UM ESQUELETO COM PELE.
Seis anos após ter 80% do seu corpo queimado em um atentado, Lisa Gomez acorda em um hospital com uma incontestável diferença: TODAS AS CICATRIZES DE SEU CORPO DESAPARECERAM!
E quando o destino dos dois se cruzarem na pequena cidade de Valparaíso, ambos descobrirão que as tragédias que cercam suas vidas estão muito mais interligadas do que poderiam imaginar.
"[...] Aqui, o arco-íris tinha somente duas cores: negro e cinza. O amor sempre vinha coberto pelo recheio do infortúnio e calamidade era palavra de ordem.[...]"

Johnny Falco encontrou sua mulher morta, uma morte misteriosa e sua filha está desaparecida. Ele ficou anos sem nenhuma resposta, sem nenhuma pista.

Em Valparaíso, um homem foi encontrado morto, apenas pele e osso, do mesmo jeito que a mulher de Johnny estava quando ele a encontrou sem vida e isso acendeu as suas chamas de esperança. Então, ele viaja para a cidade, afim de encontrar o assassino de sua esposa e  sequestrador de sua filha.

Nesta mesma cidade, vive Lisa Gomez, uma linda garota que teve 80% do seu corpo queimado cruelmente, ela carrega cicatrizes externas e as cicatrizes da sua alma, doem muito mais.

Um dia, misteriosamente, Lisa acorda completamente sem cicatrizes, todas sumiram e ela não quer nenhuma explicação, deseja apenas agradecer por esse milagre e voltar a viver a sua vida normalmente. Mal sabe ela que sua vida não será nada normal!

Johnny e Lisa, terão seus destinos cruzados e juntos tentarão desvendar esse caso misterioso, que vai muito além de suas compreensões, enfrentado grandes perigos, irão conhecer a morte de perto.

"[...] E como poderia ser diferente? Onde há morte não há espaço para cores, alegria ou o calor de um abraço. Há apenas espaço para o sentimento mais cinza que o ser humano pode experimentar: dor."

Eu comprei este livro na Bienal do Livro de Minas Gerais, no ano passado e me interessei pela sinopse. Quando comecei a ler, não tinha procurado nada ainda sobre o livro, mas quando fui colocá-lo na minha estante do Skoob, vi que sua nota não era das melhores e já fiquei com um pé atrás, resolvi continuar lendo, afinal estava gostando (ainda bem que continuei).

A ideia da história é muito boa, podia ter mais ação, pois tudo gira muito em torno da busca pela explicação de vários fatos e, em algumas partes, a história se torna meio lenta e cansativa.

Eu não gostei muito dos personagens principais, que é o Johnny e a Lisa. Ele as vezes era um idiota, talvez pela fato de ter sua mulher morta e sua filha desaparecida e Lisa é muito "coitadinha" em muitas cenas e, ao meu ver, seria muito mais legal se ela fosse uma pessoa mais "revoltada" pelo que aconteceu com ela, apesar de que isso aconteceu em uma unica cena que eu gostei bastante. Meu personagem preferido é uma amiga de Lisa, que tem muito mais atitude do que todos os personagens juntos.

O final? Amei! É só o que eu tenho pra dizer, as explicações dos fatos, a ideia do outro lado da vida e o desfecho é muito surpreendente, vale por todo ponto negativo que eu tenha colocado.

Outra coisa que não gostei, foi que os capítulos são narrados uma hora pelo Johnny, em primeira pessoa, outra hora narrado em terceira pessoa, sabe se lá por quem, se era o Johnny contando sobre a vida de Lisa ou se era o autor, isso confundiu um pouco. Fora que essa mudança de narração no final da história acontece nos mesmos capítulos (deu uns bugs na mente).

"O amor nada mais é que um sádico brincalhão que coloca cordas nas costas das pessoas enquanto as manipula como marionetes."

Pelo fato de que podia ter mais ação e a narração menos estranha, irei tirar um ponto na nota final, mas eu gostei muito da história e está super recomendada.

Nota: 4/5 

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